“A verdade é para quem a procura sinceramente, não para quem tem apenas curiosidade ociosa. É fácil acreditar quando se vê: dispensa a busca e o esforço. Descobrem a verdade além dos sentidos os que a merecem por terem vencido o seu natural ceticismo materialista.”
Mahavatar Babají

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Viva mesmo, de verdade!

O que é ter uma vida interessante e de sucesso pra você? Ah já sei! Nem precisa me dizer. É ser feliz e alcançar todos os objetivos. Lógico que conseguir o emprego dos sonhos, casar, ter filhos e viajar todo ano trás felicidade. A felicidade feijão com arroz.  Aquela felicidade que todo mundo busca.
Eu particularmente, prefiro muito mais viver intensamente e dar minha cara tapa. Sair de um emprego sem ter garantia de outro, viajar sem passagem de volta, cortar o cabelo sem pensar, não ter uma comida preferida, dar oportunidade de conhecer todas as pessoas no seu interior e me abrir para que elas me conheçam também. Prefiro aceitar convite pra fazer algo que nunca fiz, começar e recomeçar do zero várias vezes, fazer loucuras por amor, subir no palco, falar alto, fazer muitos amigos, beber até cair se eu tiver afim e estar sempre disposta a viver uma vida sem receita e sem roteiro.
Vão me avaliar e me julgar por não querer o mesmo feijão com arroz que todos querem, mas tudo bem, não ligo para o que os outros pensam. Prefiro não seguir as regras do jogo, mas ser feliz. Poder estar em vários lugares, conhecer gente e culturas do mundo inteiro, abraçar uma causa, mas nunca, nunca mesmo, apenas trabalhar, casar, ter filhos e morrer. Isso não é pra mim! Desta forma, quem passar por mim durante minha vida na terra saberá e entenderá o que estou falando. Os que não entendem e julgam como se isso fosse errado, é porque nem ao menos mereceram me conhecer de verdade e continuarão  no eterno FELIZES PARA SEMPRE do feijão com o arroz sem ao menos ter a sensação de saber realmente o que é viver de verdade!

Beijo grande
Luana Isse

Pra onde, vida?

Qual o propósito de sua vida? Garanto que não é apenas viver por viver. Afinal de contas, todo mundo sonha, faz planos, imagina, reflete e tenta realizar – pelo menos uma vez. No entanto, as pessoas vão se diluindo no meio da multidão e do cotidiano corrido, e esquecem-se do verdadeiro sentido da vida: viver com um sentido de verdade. A vida é cheia de contratempos e vamos vivendo como se tivesse um fim, mas não tem fim – quando se chega lá, ainda segue. Sem linha, meio desordenada, nos empurrando e mostrando na nossa cara o que não queremos ver.
Somos feitos de carne o osso, vivo repetindo isso, e por não nos concentrarmos em nós mesmos e nos “nossos irmãos”, vamos deixando que a futilidade nos carregue para o túmulo sem deixar nossa marca e história como exemplo para as próximas vidas.
Nos rendemos ao script que nos foi entregue no berço e daí em diante não buscamos o real sentido da vida. Sabemos que falta algo, mas não sabemos por onde começar. Uns procuram por amor, outros por um bom emprego, trabalho, conquistas pessoais, viagens e bens materiais. E a vida humana? O amor? E aqueles que sofrem? E os nossos VERDADDEIROS desejos? Simplesmente ignoramos tudo isso e fingimos todo dia que está tudo bem. Por onde vamos ou passamos enxergamos todos se declarando mega felizes, pois a tristeza  não pode ter espaço.
Tememos uma liberdade na qual acostumamos a não ter. Reflitam, pensem! Como você será lembrado depois que morrer? Pelo que você tinha, pelo que você fez ou pelo que você foi?  Por mais que tapemos os olhos com a catarse que nos cerca diariamente entre shoppings, trânsitos engarrafados, baladas, drogas, sexo, mundo virtual e paixões desmedias por pessoas que mal conhecemos, um dia você vai ter que sentar e pensar pra onde está indo. Nada pode ser mais triste do que viver por viver. Eu estou nessa eterna busca, espero encontrar logo, você já se encontrou?

Luana Isse

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Eu sou um pouco disso

Sou mais noite que dia.
Sou delírio insano
E também alegria

Sou o mar
E não areia
Sou o imaginar
E já pensei em ser sereia

Sou o desejo
Sou paixão
Não sou lampejo
Mas um vulcão em erupção

Sou generosa
E as vezes inconstante
As vezes perigosa
Eterna viajante

Luana Isse

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Minha insanidade

Quer me chamar atenção? Me enlouqueça uma vez por mês. Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de me carregar pra a missa. Isso não me atrai. Odeio todo tipo de rótulo. Deixa eu dirigir o seu carro. Quero ver você nervoso, inquieto. Seja natural. Respire e encoste em mim. Olhe para outras mulheres, tenha amigos e divirtam-se. Não me conte seus segredos. Me faça massagem - dos pés a cabeça. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Ou se desejar, pode me seqüestrar por uns dias. Se nada disso funcionar, experimente me amar. Minha vida não tem legenda e ainda não encontrei a melhor página que existe dentro de mim. Aliás, sou várias Luana's, mas ainda não sei qual predomina. Eu sou feita de dúvidas. E não minto pra mim. E mesmo que eu caia, sou cobaia de mim mesma. No amor e na raiva.E pra quem anda nos trilhos cuidado com o trem. Eu por mim já descarrilho e não atendo a ninguém. A única coisa que tenho certeza é que um dia encontrarei alguém.


As vezes saio de férias, tento me encontrar e vejo que no meio do esconde esconde não sou mais criança, por isso digo: Vem me pegar!


Minha insanidade tem nome: Chame-se viver intensamente até a última gota!!!!!!!!!


(Luana Isse)

Eu sou assim

PEDAÇOS DE MIM

Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
despercebidos detalhes
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
Pessoas no coração
Atos por Impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
Experiências que não vivi
Momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante


Tive noites mal Dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
Pensei em fugir, para não Enfrentar
Sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
Amizades que não cultivei
Aqueles que eu julguei
Coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
Lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo. "
Martha Medeiros