| Eu no Farol de Santa Marta - SC |
Só quem já esteve
No limite da insanidade
Poderá falsamente afirmar
Que não há felicidade
Equilibrando-se entrelinhas
Do lado louco de lá
Ninguém sabe, ninguém adivinha
Muita coisa que ainda virá
Eu não tenho ninguém
Sou viu, reles, como tanta gente
Quem diz que busca é porque não os tem
Quem diz que tem é como eu, mas mente
Afinal, ninguém é de ninguém.
Com a imaginação, eu amo o bem,
Porque isso me faz subir
Faz meu coração ir além
E não me deixa cair
Vejo grotescamente parasita
De olhos fechados
Que anda, anda e mal transita
Não enxerga do que está rodeado
Tem gente que ama o mundo
E não sabe aonde quer chegar
Tentando sair do fundo
O sucesso tentar achar
Só pode ser um almirante louco
Que perdeu o rumo na noitada
E relembra pouco a pouco
Como foi a noite imaculada
Vácuos indivisíveis
A mente em movimento
Às vezes intransigiveis
E assim vivendo só o momento
Quando achas que tudo está perdido
Olhe para frente
O passado não pode ser esquecido
Mas o futuro pode ser diferente



