“A verdade é para quem a procura sinceramente, não para quem tem apenas curiosidade ociosa. É fácil acreditar quando se vê: dispensa a busca e o esforço. Descobrem a verdade além dos sentidos os que a merecem por terem vencido o seu natural ceticismo materialista.”
Mahavatar Babají

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Precisamos falar de amor

A vida começa todos os dias. E reconheçamos o básico: o mundo é muito maior que nosso trabalho, nossa sala ou a cozinha do nosso apartamento. Só que a gente acaba esquecendo disso. A catarse que nos cerca diariamente entre shoppings, trânsito engarrafado, baladas, drogas, sexo, mundo virtual e paixões desmedias por pessoas que mal conhecemos, nos fez esquecer do essencial. Do amor! Nos rendemos ao script entregue no berço e deixamos de buscar o preenchimento da nossa alma.
Falar de amor, virou uma coisa meio piegas, meio antiga. Hoje cultua-se a paixão e os sentimentos vulcânicos – que logo não existem mais. Queremos, sem saber porque, tudo que faz barulho, causa polêmica, mexe com nosso ego e mesmo que seja por um instante, nos faça sentir vivos. E depois? Depois o vazio volta a reinar. E aí lá vamos nós de novo em busca do vácuo.
E sabe por quê? Esquecemos do amor. E eu não to falando apenas do amor entre homem e mulher. To falando do amor pela vida. Do amor próprio, pelos amigos, pela arte, pela comida, pela paisagem. Afinal, sem isso, a vida é vazia. E é aí que encontramos o real sentido de estarmos vivos. Entre dilemas, delírios e vontades, vamos tentar abrir nosso coração e enxergar sob outra ótica a delicadeza de tudo que nos cerca. Nos deixarmos livres pra sentir de verdade e arrancarmos do fundo aquele oco.
Aí então, o amor vai surgir. Todo o amor que lhe falta. Assim, de repente. Até porque, o amor não vai marcar hora, vai surgir quando menos esperar. A sociedade irá lhe cobrar para que você ache um “par” entre os 25 e 30 anos – o famoso casamento. No entanto, não se preocupe, não existe idade pra encontrar o seu amor. Até porque, esse tipo de amor não da pra buscar em qualquer lugar. Temos mania de procurar na internet, na mesa de bar, na rave, no teatro, nas salas de aula. Como se ele fosse o medicamento pra sua agonia. Mas o amor é esperto. Ele vai querer te encontrar quando você já estiver preparado. Ele quer que você seja feliz antes de te encontrar, e aí então, ele vem. E pra estar preparado, só exercitando todas as outras formas de amor.
Viaje, se arrisque, ajude o próximo, experimente fazer algo que nunca fez. Aceite covites inusitados, brinque, beba até cair, chore, se descabele e recomece quantas vezes for preciso pra poder ser feliz. Assim, a tão idealizada “história de amor”, com o tempo, virá. Precisamos sonhar, acreditar. Precisamos fracassar correr riscos e dançar. Precisamos de um suspiro arrebatador, do insuportável, improvável e por fim, de todas as formas viver e falar de amor.


Beijos
Luana Isse

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