Trecho do livro "O Sermão da Montanha, segunda o Vedanta, do SWAMI PRABHAVANANDA".
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão
saciados. (Disse Jesus)
Qual é a justiça da qual o Cristo nos quer sedentos e famintos?
Trata-se da justiça que em inúmeras passagens do Antigo Testamento é
praticamente sinônimo de salvação — noutras palavras, libertação do mal e
união com Deus. Esta justiça, portanto, nada tem a ver com o que
comumente pensamos como virtudes morais ou boas qualidades, não se
relaciona com o bem em oposição ao mal, nem com a virtude
em
oposição ao vício; trata-se da justiça absoluta, da bondade absoluta. O
faminto e sedento de justiça de que fala o Cristo é o faminto e sedento
do próprio Deus. Já se salientou que a maioria de nós
não quer de
fato Deus. Se nos analisarmos, descobriremos que nossos interesses
relativos a Deus quase nada têm da força do nosso interesse por todo
tipo de objetos materiais. Mas até mesmo um ligeiro
desejo de conhecer a realidade divina é um começo que nos pode levar mais acima.
Precisamos começar com um esforço próprio. Precisamos batalhar para
desenvolver o amor ao Senhor, praticando a relembrança dele, rezando,
adorando e meditando. À medida que praticarmos essas disciplinas
espirituais, o nosso frágil desejo de compreendê-lo há de
intensificar-se, até se converter em fome violenta, em sede ardente.
Àqueles que lhe perguntavam como compreender Deus, Sri Ramakrishna
dizia:
''Gritem-lhe com um coração anelante, e então vocês o verão. Após a luz
rósea da aurora, surge o Sol; do mesmo modo, ao anelo segue-se a visão
de Deus. Ele se revelará a vocês se vocês o amarem com a força combinada
destes três apegos: o apego do avaro à sua riqueza, o da mãe à criança
recém-nascida e o da esposa virtuosa a seu
marido. “O anelo intenso é o caminho mais seguro para a visão de Deus.”
Precisamos aprender a direcionar todos os nossos pensamentos e toda a
nossa energia, de forma consciente, para Deus. É preciso que se erga em
nossa mente uma onda gigantesca de pensamento, envolve
ndo todos os desejos e paixões que nos desviam da meta espiritual. Quando a mente se torna focalizada e concentrada em Deus,
então seremos locupletados de justiça. Conta-se a história de um discípulo que perguntou ao mestre:
— Senhor como pode ter a percepção de Deus?
— Venha — disse o mestre —, vou lhe mostrar.
O mestre levou o discípulo a um lago e
ambos mergulharam. De repente, o
mestre chega ao discípulo a afunda-lhe a
cabeça na água. Momentos depois, o solta e
pergunta-lhe:
— Então, como se sentiu?
— Oh, eu quase morri de falta de ar — disse ofegante o discípulo.
Então o mestre retrucou:
— Quando você tiver essa mesma sensação
intensa por Deus, não precisará
mais esperar muito pela visão dele.
Bem vindo ao mundo de uma simples jornalista que resolveu reagir ao caos. Aos que cansaram de gastar tempo com trivialidades e entenderam que a vida é um grande presente de Deus para nos aperfeiçoarmos. Aos que perceberam que só chegaremos perto da verdadeira realidade quando formos humildes suficiente para começarmos, sinceramente, a percorrer os degraus da luz - seja por meio do intelecto ou do coração.
“A verdade é para quem a procura sinceramente, não para quem tem apenas curiosidade ociosa. É fácil acreditar quando se vê: dispensa a busca e o esforço. Descobrem a verdade além dos sentidos os que a merecem por terem vencido o seu natural ceticismo materialista.”
Mahavatar Babají
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