“A verdade é para quem a procura sinceramente, não para quem tem apenas curiosidade ociosa. É fácil acreditar quando se vê: dispensa a busca e o esforço. Descobrem a verdade além dos sentidos os que a merecem por terem vencido o seu natural ceticismo materialista.”
Mahavatar Babají

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Elefante infante

                                                   

 

 


                                                       E eu me pego um Elefante Infante!
Selvagem e amante.
Um animal gigante.
Sou grande, sou bravo...
Não tombas...me cante.
Minha tromba é balela.
Meu jeito é elegante.
Pareço bicho zangado
Mas sofro dessa impressão.
Minha pata desenha um buraco.
Meu beijo no chão uma canção.
No fundo sou mera formiga.
No raso atração de circo.
No meio pareço antigo.
De perto posso ser amigo.
Não me julgues...
Não corras de mim...
Se quizer voar monta em meu cinza!
O dia mente
O dia amante
O diamante!
Coisas de um elefante.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mistério do sem-fim

Este pequeno poema de Cecília Meireles me encanta, é o resumo de uma cosmologia, uma teologia condensada, a revelação do nosso lugar e do nosso destino:

"No mistério do Sem-Fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro:
no canteiro, urna violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o Sem-Fim,
a asa de urna borboleta."

Metáfora: somos a borboleta. Nosso mundo, destino, um jardim. Resumo de uma utopia. Programa para uma política. Pois política é isto: a arte da jardinagem aplicada ao mundo inteiro. Todo político deveria ser jardineiro. Ou, quem sabe, o contrário: todo jardineiro deveria ser político. Pois existe apenas um programa político digno de consideração. E ele pode ser resumido nas palavras de Bachelard: "O universo tem, para além de todas as misérias, um destino de felicidade. O homem deve reencontrar o Paraíso." (O retorno eterno, p 65).

=)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O RIO E O OCEANO



Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme
de medo.
Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,
...
o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos
povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar
nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência. Você
pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo
desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de
desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Lua da Beleza

Salve Lua da Beleza
Na grandeza a guiar
Salve a realeza
Que realiza e faz girar
Mostra inteira o despertar
Na noite quente
Traz o amor ardente
Da sedução a celebrar


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Inspirador!


Que todos os seres despertem!!!


Não há o que competir quando não há concorrentes,
Não há o que perdoar quando não existem culpados,
Não há o que ultrajar quando tudo o que há está sustentado no verdadeiro Amor!”

Sem uma profunda entrega ao reino da ilusão do ter, torna-se impossível a manifestação do sofrimento necessário para a instalação do estado de desilusão iniciática, através da qual se abrem as portas do Reino da Consciência que somos. Sem a vivência do sono com sonhos materialistas, não há como se conhecer o despertar para a prática da meditação que aponta para o Real. 

Que todos os seres despertem!!!
E possam se libertar da idéia ilusória de jogos de controle, manipulação e tentativa de acesso fora do canal da Luz… pois isto só atrasa sua evolução!!!
Desperte, Desperte, Desperte!!!

Beijos, Luana.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Percepção

O que mais percebo: um constante e bem disfarçado estado de ansiedade, inquietude, insegurança, vazio, tédio e insatisfação, sempre intercalados por breves momentos de euforia causados pela consumação de algum desejo transitório, temporal. Tudo isso ocorrendo num acelerado e inconsciente ciclo vicioso, o qual impede a manifestação de momentos de ócio, onde uma salutar meditação possa clarear a consciência com relação a insanidade da continuidade da alimentação, de tal ciclo viciante e alienatório de nossa real natureza.