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| TRANSE |
Bombardeados a todo instante
Tempestade assedio incessante
Sorvedor da preciosa privacidade
Informação além da capacidade
Cruel rotina dos zumbis presentes
Fecha a cortina dos desejos latentes
Olhos satisfeitos na saudade que os acompanha
Trabalhando como meio de chegar ao fim – de semana
Silêncio dos passos solitários
Uma orquestra de zumbis solidários
Tema da nostalgia, tocado das dez às seis
Pena daquele que não ouve seu mp3
É preciso coragem ou indiferença
Para encarar centenas de olhos vazios
Escutar os suspiros de abstinência
Nosso consciente coletivo lotado de carência
Do cotidiano em transe, o momento é deserto
Óculos escuros disfarçam a realidade
E o som feliz nos decora a evasiva imaginação
Do ritmo circadiano, só há envelhecimento certo
Pensamentos impuros lotam nossa vaidade
Diante do nariz, o caos da solidária destruição
Esquecer é uma ferramenta
Apaga a mágoa
Que a dor aumenta
Almejar é combustível
Queimado a todo instante
Para tornar, esquecível, o “inesquecível”
O romântico nato não tem opção
Seu idealismo é sobrevivência
Esquece rios de passado com oceanos de ilusão
Faz da poesia um diário de emoção
Seu otimismo sem interferência
Do mundano ceticismo, imunizando quem fala com o coração

Que poema belo e rico!
ResponderExcluirÉs uma ARTISTA!!
Parabéns Lu!!!
Sucesso sempre!
TUTO.