“A verdade é para quem a procura sinceramente, não para quem tem apenas curiosidade ociosa. É fácil acreditar quando se vê: dispensa a busca e o esforço. Descobrem a verdade além dos sentidos os que a merecem por terem vencido o seu natural ceticismo materialista.”
Mahavatar Babají

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Bombardeados pelo transe

TRANSE

Bombardeados a todo instante
Tempestade assedio incessante
Sorvedor da preciosa privacidade
Informação além da capacidade

Cruel rotina dos zumbis presentes
Fecha a cortina dos desejos latentes
Olhos satisfeitos na saudade que os acompanha
Trabalhando como meio de chegar ao fim – de semana

Silêncio dos passos solitários
Uma orquestra de zumbis solidários
Tema da nostalgia, tocado das dez às seis
Pena daquele que não ouve seu mp3

É preciso coragem ou indiferença
Para encarar centenas de olhos vazios
Escutar os suspiros de abstinência
Nosso consciente coletivo lotado de carência

Do cotidiano em transe, o momento é deserto
Óculos escuros disfarçam a realidade
E o som feliz nos decora a evasiva imaginação

Do ritmo circadiano, só há envelhecimento certo
Pensamentos impuros lotam nossa vaidade
Diante do nariz, o caos da solidária destruição

Esquecer é uma ferramenta
Apaga a mágoa
Que a dor aumenta

Almejar é combustível
Queimado a todo instante
Para tornar, esquecível, o “inesquecível”

O romântico nato não tem opção
Seu idealismo é sobrevivência
Esquece rios de passado com oceanos de ilusão

Faz da poesia um diário de emoção
Seu otimismo sem interferência
Do mundano ceticismo, imunizando quem fala com o coração

Um comentário:

  1. Que poema belo e rico!
    És uma ARTISTA!!
    Parabéns Lu!!!

    Sucesso sempre!
    TUTO.

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