“A verdade é para quem a procura sinceramente, não para quem tem apenas curiosidade ociosa. É fácil acreditar quando se vê: dispensa a busca e o esforço. Descobrem a verdade além dos sentidos os que a merecem por terem vencido o seu natural ceticismo materialista.”
Mahavatar Babají

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Verdade

Ao coração que consola
Os irmãos de alma ferida
Deus envia, de hora em hora,
O socorro sem medida
(Meimei)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Precisamos falar de amor

A vida começa todos os dias. E reconheçamos o básico: o mundo é muito maior que nosso trabalho, nossa sala ou a cozinha do nosso apartamento. Só que a gente acaba esquecendo disso. A catarse que nos cerca diariamente entre shoppings, trânsito engarrafado, baladas, drogas, sexo, mundo virtual e paixões desmedias por pessoas que mal conhecemos, nos fez esquecer do essencial. Do amor! Nos rendemos ao script entregue no berço e deixamos de buscar o preenchimento da nossa alma.
Falar de amor, virou uma coisa meio piegas, meio antiga. Hoje cultua-se a paixão e os sentimentos vulcânicos – que logo não existem mais. Queremos, sem saber porque, tudo que faz barulho, causa polêmica, mexe com nosso ego e mesmo que seja por um instante, nos faça sentir vivos. E depois? Depois o vazio volta a reinar. E aí lá vamos nós de novo em busca do vácuo.
E sabe por quê? Esquecemos do amor. E eu não to falando apenas do amor entre homem e mulher. To falando do amor pela vida. Do amor próprio, pelos amigos, pela arte, pela comida, pela paisagem. Afinal, sem isso, a vida é vazia. E é aí que encontramos o real sentido de estarmos vivos. Entre dilemas, delírios e vontades, vamos tentar abrir nosso coração e enxergar sob outra ótica a delicadeza de tudo que nos cerca. Nos deixarmos livres pra sentir de verdade e arrancarmos do fundo aquele oco.
Aí então, o amor vai surgir. Todo o amor que lhe falta. Assim, de repente. Até porque, o amor não vai marcar hora, vai surgir quando menos esperar. A sociedade irá lhe cobrar para que você ache um “par” entre os 25 e 30 anos – o famoso casamento. No entanto, não se preocupe, não existe idade pra encontrar o seu amor. Até porque, esse tipo de amor não da pra buscar em qualquer lugar. Temos mania de procurar na internet, na mesa de bar, na rave, no teatro, nas salas de aula. Como se ele fosse o medicamento pra sua agonia. Mas o amor é esperto. Ele vai querer te encontrar quando você já estiver preparado. Ele quer que você seja feliz antes de te encontrar, e aí então, ele vem. E pra estar preparado, só exercitando todas as outras formas de amor.
Viaje, se arrisque, ajude o próximo, experimente fazer algo que nunca fez. Aceite covites inusitados, brinque, beba até cair, chore, se descabele e recomece quantas vezes for preciso pra poder ser feliz. Assim, a tão idealizada “história de amor”, com o tempo, virá. Precisamos sonhar, acreditar. Precisamos fracassar correr riscos e dançar. Precisamos de um suspiro arrebatador, do insuportável, improvável e por fim, de todas as formas viver e falar de amor.


Beijos
Luana Isse

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sonhei, confuso, e o sono foi disperso...

Sonhei, confuso, e o sono foi disperso,
Mas, quando dispertei da confusão,
Vi que esta vida aqui e este universo
Não são mais claros do que os sonhos são
Obscura luz paira onde estou converso
A esta realidade da ilusão
Se fecho os olhos, sou de novo imerso
Naquelas sombras que há na escuridão.
Escuro, escuro, tudo, em sonho ou vida,
É a mesma mistura de entre-seres
Ou na noite, ou ao dia transferida.
Nada é real, nada em seus vãos moveres
Pertence a uma forma definida,
Rastro visto de coisa só ouvida.
 


Fernando Pessoa, 28-9-1933.

quinta-feira, 10 de março de 2011

A música eletrônica...


A música eletrônica aproxima o homem de si mesmo. Dá asas ao espírito, que voa em busca de novas sensações e descobertas.

Festejar é celebrar a vida. É deitar na grama e lembrar que todos somos parte da natureza e que sem ela não existimos. É curtir o hoje, esquecer o ontem e não temer o amanhã. Festejar é deixar que a música seja o maestro soberano do corpo. É perceber que dinheiro nenhum substitui o valor das amizades. Festejar é ser livre para decidir os rumos da própria vida.

Nos últimos tempos, porém, vimos as raves serem invadidas por pessoas despreocupadas com qualquer filosofia ou valor, interessadas apenas em experimentar novas drogas e testar os limites do corpo. As festas foram contaminadas por preconceito, brigas, hipocrisia. E a magia foi se apagando.

Essa distorção de valores abriu espaço para ataques por parte da mídia e das autoridades. Nosso paraíso está seriamente ameaçado pela censura. Somos um risco porque despertamos de um estado anestésico e caminhamos para a conquista da liberdade plena: de expressão, de escolha, de pensamento.

O destino das raves está nas suas mãos. Traga o melhor de você para a festa. Compartilhe-a com quem você ama. Pois não é com palavras que se explica o poder redentor dos primeiros raios de sol ou que se entende a energia de um abraço.

Vamos resgatar a magia. Criar um ambiente de amor, paz, união e respeito, onde todos possam curtir a música, os amigos e a natureza em harmonia. Vamos construir uma grande comunidade onde todos somos irmãos. Unidos pela música. Essa é a essência das raves e lutaremos por ela até o fim.

Podemos ir além. Pela primeira vez na história, temos chance real de construir um mundo melhor. Você tem poder. Pressione a imprensa e, principalmente, seja a imprensa. Nosso maior inimigo é a ignorância. Espalhe a mensagem para bem longe dos limites da festa.

E quando a força de nossa voz tocar o coração de cada ser humano e alcançarmos uma nova consciência, teremos, enfim, conquistado a tão sonhada liberdade.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Livra-me dos normais

Normais levantam, reclamam, vestem, irritam-se, xingam e 
cumprimentam sempre da mesma forma.
Dão as mesmas respostas para os mesmos problemas. 
Tem o mesmo humor no serviço e em casa.
Petrificam sorrisos no rosto, dão presentes sempre nas mesmas datas.
Enfim, tem uma vida estafante e previsível. Fonte para vazios e enfados.
Normais não surpreendem, não encantam.
Deus, livra-me dos normais.

(Augusto Cury)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Difícil é ser fácil!

Como é fácil ser difícil. Basta ficar longe dos outros e, desta maneira, não vamos sofrer nunca.
Não vamos correr os riscos do amor, das decepções, dos sonhos frustrados.
Como é fácil ser difícil. Não precisamos nos preocupar com telefonemas que precisam ser dados, com pessoas que pedem nossa ajuda, com a caridade que é necessário fazer.
Como é fácil ser difícil. Basta fingir que estamos numa torre de marfim, que jamais derramamos uma lágrima.
Basta passar o resto de nossa existência representando um papel.
Como é fácil ser difícil. Basta abrir mão do que existe de melhor na vida.

Como é fácil de difícil. Basta não se entregar intimimente ao amor que você sabe que pode dar certo.
Difícil é ser fácil. Viver sem medo! Viver de verdade. Isso sim é dífícil! E você, é fácil ou difícil?

Como diria Mário Quintana:


Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”. Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros… Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão… Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…e que valeu a pena.

Beijo grande,
Luana Isse

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Vivendo

A vida começa todos os dias. Vamos nos espalhar por aí de alguma maneira. Amando, vivendo, falando, dançando ou enlouquecendo. Viver é o que importa. E que falem a vontade as más línguas. Sei o que sou e exatamente pra onde estou indo. Sem medo, sem rancor, sem ódio e só amor. Vivo um dia de cada vez. E a cada dia tenho certeza que minha vida não passa inutilmente. Como diria Cora Coralina: "Não sei se a vida é curta, ou longa demais pra nós. Mas sei que nada do que vivemos, tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.  É o que dá sentido à vida" . É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura... Enquanto durar.


O que vale nesta vida não é o ponto de partida, mas sim a caminhada!

Beijos, Luana Isse!