“A verdade é para quem a procura sinceramente, não para quem tem apenas curiosidade ociosa. É fácil acreditar quando se vê: dispensa a busca e o esforço. Descobrem a verdade além dos sentidos os que a merecem por terem vencido o seu natural ceticismo materialista.”
Mahavatar Babají

terça-feira, 15 de abril de 2014

Esquerda nunca mais

Sim, eu confesso, já fui da esquerda. Era realmente muito confortante viver na mentira, embebida por ilusões acadêmicas que não levavam a nada.  Ah, mas ser de esquerda era sinônimo de ser inteligente, né? E eu era revolucionária também, óbvio. Meu ego adorava discutir em alto e bom tom que a culpa era do FMI, do capitalismo selvagem, do imperialismo americano, da globalização, etc. Nossa, quanta inteligência! Esta com certeza não é manipulada pela Veja e pela Globo!
Rá!

Me arrependo amargamente de ter deixado me ludibriar por tamanha mentira. Esses dias li uma frase assim: “Quem nunca foi comunista até os 20 anos, não tem coração. Quem continua a ser após os 40 anos, não tem cérebro”. Concordo.

Exceto para políticos, professores universitários e blogueiros sustentados pelo governo, a cortina nefasta da esquerda uma hora cede, e podemos ver a realidade como ela é. Rasgam-se os véus. Pela Graça Divina, as leituras que fiz e tenho feito, muitas por indicações de pessoas que admiro e respeito muito, tem me mostrado diariamente a verdadeira realidade. Aquela que está atrás das cortinas. Eu estava sendo uma imbecil acreditando em todas aquelas ideias que foram responsáveis pela morte de mais de 100 milhões de dissidentes e espalhou o terror, a miséria e a fome por um quarto da superfície da Terra. Se quiserem, podem ler mais no “Livro Negro do Comunismo”. Ou no livro "O mínimo que você precisar saber para não ser um idiota".

Em 2007 comemorou-se o aniversário de 90 anos da Revolução Russa de 1917 e 40 anos da morte de Che Guevara. Os mitos e o idealismo dessas datas camuflam a mais assustadora criminalidade do século XX. Poderíamos dizer que o comunismo foi a pior e mais destruidora tragédia da história humana. Em números de mortos, supera o nazismo e demais guerras mundiais somadas. O golpe de Estado bolchevique de 1917 foi o prenúncio da devastação de um país: a Rússia no começo do século XX era um das nações mais ricas do mundo. 

Che Guevara? Para quem idealiza a paz mundial, era um homem que acreditava na violência como resposta para todos os problemas do mundo e liderou pelotões de fuzilamento. Foi um defensor das piores e mais criminosas ditaduras, criador de campos de concentração e trabalhos forçados em Cuba.

Como eu pude defender a cultura da morte? Como fui ingênua. Graças a Deus me livrei da baboseira esquerdista.

Esquerda e socialismo estão revestidos de ideias que encobrem as ambições sociopáticas de semi-intelectuais ávidos de poder.


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Aula sobre socialismo


"Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas." Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "A".

Após calculada a média da primeira prova todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina... Para sua total surpresa.

O professor explicou: "o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso.”

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;
5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação."

Socialismo e Comunismo só são bom para os governantes, pena que o povo queira sonhar com o paraíso na terra prometida pelos Marxistas. Ó, grande ilusão! Mas tudo bem, quem não foi marxista um dia? Seríamos desumanos se não fôssemos, afinal, todos são ingênuos em determinados momentos da vida... Mas permanecer nesta teoria, daí já não dá. Sinal de que ficamos estagnados, não evoluímos.   Olavo de Carvalho, lembra em um de seus artigos que o socialismo matou mais de 100 milhões de dissidentes e espalhou o terror, a miséria e a fome por um quarto da superfície da Terra. Todos os terremotos, furacões, epidemias, tiranias e guerras dos últimos quatro séculos, somados, não produziram resultados tão devastadores. Isto é um fato puro e simples, ao alcance de qualquer pessoa capaz de consultar O Livro Negro do Comunismo e fazer um cálculo elementar.
Em 2007 comemora-se o aniversário de 90 anos da Revolução Russa de 1917 e 40 anos da morte de

Che Guevara na Bolívia. Os mitos e o idealismo dessas datas camuflam a mais assustadora criminalidade do século XX. Poder-se-ia dizer que o comunismo foi a pior e mais destruidora tragédia da história humana. Em números de mortos, supera o nazismo e demais guerras mundiais somadas. O golpe de Estado bolchevique de 1917 foi o prenúncio da devastação de um país: a Rússia no começo do século XX era um das nações mais ricas do mundo. 

E Che? Che Guevara é produto dessa mentira histórica, dessa cumplicidade criminosa dos intelectuais do século XX. O mito Che não sobrevive à realidade; ele é o contrário daquilo que representa. Em nome da liberdade, foi um defensor das piores e mais criminosas ditaduras, criador de campos de concentração e trabalhos forçados em Cuba. Prócer do idealismo e da vida faustosa, não passava de um fanático e um assassino em massa, executor sumário de centenas de inocentes. E para aqueles que idealizam a paz mundial, era um homem que acreditava na violência como resposta para todos os problemas do mundo.

Ludwig von Mises, economista e professor austríaco, em seu livro ‘Socialismo’, publicado em 1922, previu com acerto que o socialismo, se levado às suas útimas conseqüências, não poderia funcionar, isto é, satisfazer a sua promessa de prover o verdadeiro bem-estar da sociedade. Isto porque, com o planejamento centralizado em lugar de um sistema de preços livremente estabelecidos pelo mercado, não poderia contar com esta ferramenta – os preços livres – indispensável para que os agentes econômicos possam determinar, com a menor margem de erro possível, o que produzir, em que quantidades e momentos.




Idiotas, acham que capitalismo é ideologia. O capitalismo não é uma ideologia – é uma realidade continuamente aperfeiçoada pela ciência. Ideologia é o socialismo – o vestido de idéias que encobre as ambições sociopáticas de semi-intelectuais ávidos de poder.

O capitalismo não é uma ideologia – é uma realidade continuamente aperfeiçoada pela ciência. Ideologia é o socialismo – o vestido de idéias que encobre as ambições sociopáticas de semi-intelectuais ávidos de poder.
- See more at: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2013/09/capitalismo-e-socialismo-equivalentes.html#sthash.kruF5MF4.dpuf
O capitalismo não é uma ideologia – é uma realidade continuamente aperfeiçoada pela ciência. Ideologia é o socialismo – o vestido de idéias que encobre as ambições sociopáticas de semi-intelectuais ávidos de poder.
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O capitalismo não é uma ideologia. É um sistema econômico que existiu e provou suas virtudes desde dois séculos antes que alguém se lembrasse de formulá-lo em palavras. E o primeiro que esboça essa formulação, Adam Smith, não é de maneira alguma um ideólogo, um inventor de símbolos retóricos para construir futuros no ar em favor de tais ou quais ambições de classe. É um homem de ciência em toda a extensão do termo, esboçando hipóteses para descrever e explicar uma realidade existente. O socialismo, em contrapartida, milênios antes de existir sequer como estratégia política concreta já tinha seus ideólogos, seus embelezadores de enganos, seus estilistas de interesses de grupos ressentidos e ambiciosos. Por isso, o confronto de socialistas e liberais não opõe ideologia a ideologia: a defesa do socialismo é sempre a auto-atribuição ideológica dos méritos imaginários de um futuro possível, a do capitalismo é sempre a análise científica de processos econômicos existentes e dos meios objetivos de aumentar sua eficiência. - See more at: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2013/09/capitalismo-e-socialismo-equivalentes.html#sthash.kruF5MF4.dpuf

O capitalismo não é uma ideologia. É um sistema econômico que existiu e provou suas virtudes desde dois séculos antes que alguém se lembrasse de formulá-lo em palavras. E o primeiro que esboça essa formulação, Adam Smith, não é de maneira alguma um ideólogo, um inventor de símbolos retóricos para construir futuros no ar em favor de tais ou quais ambições de classe. É um homem de ciência em toda a extensão do termo, esboçando hipóteses para descrever e explicar uma realidade existente. O socialismo, em contrapartida, milênios antes de existir sequer como estratégia política concreta já tinha seus ideólogos, seus embelezadores de enganos, seus estilistas de interesses de grupos ressentidos e ambiciosos. Por isso, o confronto de socialistas e liberais não opõe ideologia a ideologia: a defesa do socialismo é sempre a auto-atribuição ideológica dos méritos imaginários de um futuro possível, a do capitalismo é sempre a análise científica de processos econômicos existentes e dos meios objetivos de aumentar sua eficiência. - See more at: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2013/09/capitalismo-e-socialismo-equivalentes.html#sthash.kruF5MF4.dpuf

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Busque a Deus

Trecho do livro "O Sermão da Montanha, segunda o Vedanta, do SWAMI PRABHAVANANDA".


Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão
saciados. (Disse Jesus)
Qual é a justiça da qual o Cristo nos quer sedentos e famintos? Trata-se da justiça que em inúmeras passagens do Antigo Testamento é praticamente sinônimo de salvação — noutras palavras, libertação do mal e união com Deus. Esta justiça, portanto, nada tem a ver com o que comumente pensamos como virtudes morais ou boas qualidades, não se relaciona com o bem em oposição ao mal, nem com a virtude
em oposição ao vício; trata-se da justiça absoluta, da bondade absoluta. O faminto e sedento de justiça de que fala o Cristo é o faminto e sedento do próprio Deus. Já se salientou que a maioria de nós
não quer de fato Deus. Se nos analisarmos, descobriremos que nossos interesses relativos a Deus quase nada têm da força do nosso interesse por todo tipo de objetos materiais. Mas até mesmo um ligeiro
desejo de conhecer a realidade divina é um começo que nos pode levar mais acima.
Precisamos começar com um esforço próprio. Precisamos batalhar para desenvolver o amor ao Senhor, praticando a relembrança dele, rezando, adorando e meditando. À medida que praticarmos essas disciplinas espirituais, o nosso frágil desejo de compreendê-lo há de intensificar-se, até se converter em fome violenta, em sede ardente.
Àqueles que lhe perguntavam como compreender Deus, Sri Ramakrishna
dizia:
''Gritem-lhe com um coração anelante, e então vocês o verão. Após a luz
rósea da aurora, surge o Sol; do mesmo modo, ao anelo segue-se a visão de Deus. Ele se revelará a vocês se vocês o amarem com a força combinada destes três apegos: o apego do avaro à sua riqueza, o da mãe à criança recém-nascida e o da esposa virtuosa a seu
marido. “O anelo intenso é o caminho mais seguro para a visão de Deus.”
Precisamos aprender a direcionar todos os nossos pensamentos e toda a nossa energia, de forma consciente, para Deus. É preciso que se erga em nossa mente uma onda gigantesca de pensamento, envolve
ndo todos os desejos e paixões que nos desviam da meta espiritual. Quando a mente se torna focalizada e concentrada em Deus,
então seremos locupletados de justiça. Conta-se a história de um discípulo que perguntou ao mestre:
— Senhor como pode ter a percepção de Deus?
— Venha — disse o mestre —, vou lhe mostrar.
O mestre levou o discípulo a um lago e
ambos mergulharam. De repente, o
mestre chega ao discípulo a afunda-lhe a
cabeça na água. Momentos depois, o solta e
pergunta-lhe:
— Então, como se sentiu?
— Oh, eu quase morri de falta de ar — disse ofegante o discípulo.
Então o mestre retrucou:
— Quando você tiver essa mesma sensação
intensa por Deus, não precisará
mais esperar muito pela visão dele.

domingo, 9 de março de 2014

Canção do Sannyasi

Faze vibrar o canto! A onde que nasceu
Lá longe, onde mácula alguma do mundo jamais chegou,
Nas cavernas das montanhas e nas clareiras das frondosas selvas,
Cuja calma nenhuma ânsia de luxúria, fama ou fortuna
Atreveu-se jamais a turvar, lá onde fluía a torrente
De sabedoria, verdade, e a bem-aventurança que as acompanha,
Canta alto este mantra – intrépido Sannyasin! – dize:
“Om tat sat, Om”

Rompe teus grilhões! Laços que te atam
De ouro reluzente ou de metal ordinário,
Amor, ódio; bem, mal; e todas as demais dualidades.
Sabe: escravo é escravo acariciado ou açoitado, nunca liberto.
Pois algemas, embora de ouro, nem por isso
Menos forte são ao encadear.
Então fora com ela – valoroso Sannyasin ! – fala:
“Om tat sat, Om”

Dissipa a obscuridade ! Fogo fátuo que agrega,
Com luz tremeluzente, mais sombra sobre sombra.
Extingue para sempre esta sede de vida que arrasta
A alma, de morte e nascimento, de nascimento a morte.
Conquista tudo, aquele que consquista a si mesmo. Sabe isto não te rendas
Jamais – bravo Sannyasin ! – clama:
“Om tat sat, Om”

“Quem semeia colhe” – dizem – e a causa trará
O inevitável efeito: o bem, bem; o mal, mal, e ninguém
À lei escapa. Pois qualquer que tome uma forma
Tem que aceitar os grilhões. Absolutamente certo ! Contudo, mais além
De nome e forma está o Atman, sempre livre.
Sabe que tu és Aquele – pertinaz Sannyasin – louva:
“Om tat sat, Om”

Ignoram a verdade aqueles que sonham sonhos tão frívolos
Como pai, mãe, filhos, esposa e amigo.
O Eu Supremo assexuado, de quem é pai, de quem é filho?
De quem amigo, de quem inimigo é Ele, que não é senão o Uno?
O Eu Supremo é o todo em tudo, ninguém mais existe.
E tu és Aquele – valente Sannyasin ! – afirma:
“Om tat sat, Om”

Só existe Um: o Liberto, o Conhecedor, o Eu Supremo !
Sem nome, forma ou nódoa.
Nele está Maya, sonhando todo este sonho.
Ele, a testemunha, manifesta-se como natureza e espírito
Sabe que tu és Aquele – denodado Sannyasin ! – exclama:
“Om tat sat, Om”

Onde buscas? Aquela liberdade, amigo, nem este mundo
Nem o outro te podem dar. Vã é tua procura
Em livros e templos. É só tua mão que agarra
A corda que te arrasta. Cessa, portanto, teu lamento,
Solta a amarra – indômito Sannyasin ! – exalta:
“Om tat sat, Om”

Dize: Paz a todos ! De mim não haja risco
Para qualquer ser vivo. Nos que habitam as alturas e
Naqueles que rastejam pelo chão, eu sou o Eu Supremo!
Renuncio a toda vida aqui e além,
A todos os céus, terras e infernos, a todas esperanças e temores.
Corta assim todos os teus laços – arrojado Sannyasin! – brada:
“Om tat sat, Om”

Não te importes mais como este corpo vive ou morre.
Tua tarefa está feita. Deixa que karma te conduza em sua corrente.
Que alguém te ponhas guirlandas e outro te maltrate
Esta carcaça – nada digas! Não pode haver elogio ou vitupério
Onde o que elogia e o elogiado, o caluniador e o caluniado são Um.
Sê, assim tranquilo – destemido Sannyasin! – celebra:
“Om tat sat, Om”

A verdade nunca medra onde habitam luxúria, fama
E cobiça de lucro. Nenhum homem que pensa em mulher
Como esposa pode ser perfeito.
Tampouco aquele que possui o mais ínfimo bem; nem
Aquele ao qual a ira subjuga pode trespassar as portas de Maya.
Portanto, abandona tudo isso – ousado Sannyasin! – glorifica:
“Om tat sat, Om”

Não tenhas casa. Que lar pode te conter, amigo?
O céu é teu teto, a relva teu leito e, alimento,
Aquele que o acaso te traga – bem ou mal cozido – não o julgues.
Comida ou bebida alguma corrompem aquele nobre Eu Supremo
Que se conhece a Si Mesmo. Tal como um rio impetuoso e livre,
Sê sempre tu mesmo – corajoso Sannyasin! – exprima:
“Om tat sat, Om”

Raros são os que conhecem a Verdade. Os demais te odiarão
E rir-se-ão de ti – Ó Grande! – mas não lhes faças caso.
Vai – Ó Livre – de lugar em lugar e ajuda-os
A sair da obscuridade do véu de Maya.
Sem temer a dor e sem buscar prazer,
Transcende a ambos – estóico Sannyasin! – recita:
“Om tat sat, Om”

Assim, dia após dia, até que exaurido o poder de karma,
Libera tua alma para sempre. Não mais nascimento!
Nem eu, nem tu, nem deus, nem homem! O “Eu” tornou-se o Todo,
O Todo é o “Eu”, é Beatitude, Bem-aventurança.
Sabe que tu és Aquele – audaz Sannyasin! – canta:
“Om tat sat, Om”
Swami Vivekananda

Swami Vivekananda

quarta-feira, 5 de março de 2014

As três peneiras de Sócrates



Na Grécia antiga, Sócrates (469 - 399 AC) era um mestre reconhecido por sua sabedoria. Certo dia, o grande filósofo se encontrou com um conhecido, que lhe disse:
- Sócrates, sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos?
- Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria que você passasse por um pequeno teste. Chama-se "Teste dos três filtros".
- Três filtros?
- Sim. - continuou Sócrates. - Antes de me contar o que quer que seja sobre meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vai me dizer.
O primeiro filtro é o da Verdade.
Você está completamente seguro de que o que vai me dizer é verdade?
- Bem, não... Acabo de saber neste mesmo instante...
- Então, você quer me contar sem saber se é verdade?
Vamos ao segundo filtro, que é o da Bondade.
Quer me contar algo de bom sobre meu aluno?
- Não, pelo contrário...
- Então, interrompeu Sócrates, quer me contar algo de ruim sobre ele que não sabe se é verdade? Bem, você pode ainda passar no teste, pois ainda resta o terceiro filtro, o da Utilidade. O que quer me contar vai ser útil para mim?
- Acho que não muito...
- Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser
verdade, pode não ser bom e pode não ser útil, para que contar?

Se o que você irá contar realmente passou pela terceira peneira, então, poderá passar adiante.

KOKIA CHOUWA OTO - WITH REFLECTION

Amo esta música. É da animação japonesa "Origem: espíritos do passado


Tradução da música: 

No silêncio uma única gota 
Gera uma onda que está varrendo o fundo do poço de água. 

O vento do inverno agita a floresta em meu coração, 
O que se pode viver com ela permanece como está. 

Todos os que ouvem a voz silenciosa na floresta ter chorado ao ouvir o som. 


Os sons nesta floresta são contínuos e em silêncio. 
Meu coração fica paz barulhento. 

Um som nasceu, carregado, carregado 
E afunda os sons do mar, afundando, afundando. 
Um som nasceu, carregado, carregado 
E misturado com os sons do oceano, mistura, mistura. 

Os sons nesta floresta são contínuos e em silêncio. 
Meu coração fica paz barulhento. 

Os sons nesta floresta são contínuos e em silêncio. 
Meu coração fica paz barulhento. 

Os sons nesta floresta são contínuos e em silêncio. 
Meu coração fica paz barulhento.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A experiência da autotransformação



O homem vive pensando e explorando o conhecimento e as ideias. Conhece cada vez mais o mundo que o envolve, mas pouco pensa sobre seu próprio ser, sobre a riquíssima construção de pensamentos que explode num espetáculo extraordinário em cada segundo da existência. O ritmo das nossas vidas é tão agitado que a última coisa que pensamos é quem realmente somos. Pré-elaboramos um plano de vida, que tem inicio, meio e fim. Sem questionar, ligamos o “botão automáticoe seguimos em frente sem  buscar um significado profundo para nossas vidas.
Ao me dar conta que faltava um propósito em minha jornada aqui na terra, tomei a decisão de buscar um sentido e transformar tudo que não estava bom e não me agradava – e isso incluía eu mesma. Tive que ter coragem, confesso, mas valeu a pena! Estava disposta a ter um significado real para minha existência. Comecei me fazendo perguntas: Quem sou eu realmente? O que estou fazendo aqui? Para onde vou? Mais do que ter significado eu desejava ser livre, pois mesmo tendo liberdadede ir vir, eu vivia em função do próximo evento, preenchendo minha agenda de acordo com a sugestão do o outro”.
            Alguns meses depois de tanto me questionar, recebi um convite para participar de um retiro espiritual, do grupo Universo Místico, uma associação civil religiosa que tem por objetivo despertar a espiritualidade em seus associados e visitantes. Aceitei na hora. Afinal, eu queria respostas, então fui sem medo. Foi a experiência mais amorosa, especial, gratificante, memorável e sublime de minha vida. De sexta-feira à domingo, mergulhei para dentro de mim mesma. Encontrei minha verdadeira essência e meu real ser através das práticas como yoga, meditação, dinâmicas e cerimônias xamânicas com medicinas da floresta. Todas as minhas perguntas foram respondidas. A clareza, o afloramento da intuição, a diminuição da ansiedade, o contato real com o Divino, o despertar da consciência, a luz e o amor, ascenderam dentro de mim. Literalmente uma lâmpada brilhou: Minha luz interior! Depois de tanta confusão mental, eu finalmente encontrei a verdade. Encontrei Deus.
            Enxergar esta luz foi tão gratificante, que nunca mais enxerguei a vida com o mesmo olhar. Ao me dar conta de quem eu era, tive coragem para encarar meus medos e escutar com sinceridade o que estava acontecendo dentro de mim. Percebi que esta luz brilha em cada ser humano e que todos fazemos parte de uma só teia multidimensional de amor. Somos a irmandade dos seres da vida, cada um manifestado através de sua individualidade e em corpos diferentes. Somos iguais em pureza, beleza, grandeza de espirito e amor. Somos todos UM.
Virtudes e palavras como gratidão, humildade, generosidade, clareza, simplicidade, paz, compreensão, entendimento e paciência, começaram então, a fazer parte de minha vida. Sda sombra para viver na luz. A luz por hora adormecida pelos meus impulsos egocêntricos que me levaram a errar e a me iludir. Ao encontrar DEUS, o DEUS que habita em cada um de nós,  visualizei a grandeza de estar viva. O caminho espiritual torna qualquer esforço ou renúncia possível. Ele revela a verdadeira realidade. Aquela realidade que nos acompanhará após deixarmos nossa existência física. Cada um tem um caminho e o mais importante é seguirmos nosso coração e nos conhecermos. Pois quando nos conhecemos, então, conhecemos o amoroso Criador e nos reintegramos à Ele.
E Deus, com gigantesca humildade, poder e bondade, nos revela que não somos o nosso ego, nem mesmo a nossa mente. O ego foi criado apenas com a intenção de nos proteger, mas como vivemos em uma sociedade onde ele é glorificado diariamente através dos meios de comunicação e do sistema consumista, nós passamos a não saber quem realmente somos e entendemos que somos ele próprio. Ele quer atenção continuamente. Mas quando percebemos que isso é falso, começamos a tocar a verdade. O véu que nos cega simplesmente se vai. Se esvai. Se retrai.
s somos seres infinitos que nascemos para expressar a luz divina em cada ato de nossa vida. Todos temos o amor natural em nosso coração. Temos que apenas deixá-lo fluir. Se entregar. Então, a felicidade e a prosperidade batem a sua porta com toda força. Afinal, encaixamos harmoniosamente cada detalhe de nossa vida e tudo que fazemos, entregue ao momento presente, é alegria. Tudo é alegria! Todos nós podemos. Basta a gente acreditar, ter fé e confiar. Eu fui transformada. Sigo até hoje, agora como associada, participando das atividades do Universo Místico. E só tenho a agradecer aos dirigentes, Luis Pereira e Sonia Souza, que entregam suas vidas servindo com amor para ajudar outros seres a despertarem. Que cada um tenha força para buscar a sua verdade, para olhar para dentro de si e se transformar. A paz e o amor estão dentro de nós. Que possamos encarar a vida com leveza, aceitando e entendendo o lugar do outro, dispostos sempre a perdoar, pois, no fim, todos voltaremos novamente para o grande oceano amoroso da vida onde fomos gerados. Namastê _/\_