Trecho do livro "O Sermão da Montanha, segunda o Vedanta, do SWAMI PRABHAVANANDA".
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão
saciados. (Disse Jesus)
Qual é a justiça da qual o Cristo nos quer sedentos e famintos?
Trata-se da justiça que em inúmeras passagens do Antigo Testamento é
praticamente sinônimo de salvação — noutras palavras, libertação do mal e
união com Deus. Esta justiça, portanto, nada tem a ver com o que
comumente pensamos como virtudes morais ou boas qualidades, não se
relaciona com o bem em oposição ao mal, nem com a virtude
em
oposição ao vício; trata-se da justiça absoluta, da bondade absoluta. O
faminto e sedento de justiça de que fala o Cristo é o faminto e sedento
do próprio Deus. Já se salientou que a maioria de nós
não quer de
fato Deus. Se nos analisarmos, descobriremos que nossos interesses
relativos a Deus quase nada têm da força do nosso interesse por todo
tipo de objetos materiais. Mas até mesmo um ligeiro
desejo de conhecer a realidade divina é um começo que nos pode levar mais acima.
Precisamos começar com um esforço próprio. Precisamos batalhar para
desenvolver o amor ao Senhor, praticando a relembrança dele, rezando,
adorando e meditando. À medida que praticarmos essas disciplinas
espirituais, o nosso frágil desejo de compreendê-lo há de
intensificar-se, até se converter em fome violenta, em sede ardente.
Àqueles que lhe perguntavam como compreender Deus, Sri Ramakrishna
dizia:
''Gritem-lhe com um coração anelante, e então vocês o verão. Após a luz
rósea da aurora, surge o Sol; do mesmo modo, ao anelo segue-se a visão
de Deus. Ele se revelará a vocês se vocês o amarem com a força combinada
destes três apegos: o apego do avaro à sua riqueza, o da mãe à criança
recém-nascida e o da esposa virtuosa a seu
marido. “O anelo intenso é o caminho mais seguro para a visão de Deus.”
Precisamos aprender a direcionar todos os nossos pensamentos e toda a
nossa energia, de forma consciente, para Deus. É preciso que se erga em
nossa mente uma onda gigantesca de pensamento, envolve
ndo todos os desejos e paixões que nos desviam da meta espiritual. Quando a mente se torna focalizada e concentrada em Deus,
então seremos locupletados de justiça. Conta-se a história de um discípulo que perguntou ao mestre:
— Senhor como pode ter a percepção de Deus?
— Venha — disse o mestre —, vou lhe mostrar.
O mestre levou o discípulo a um lago e
ambos mergulharam. De repente, o
mestre chega ao discípulo a afunda-lhe a
cabeça na água. Momentos depois, o solta e
pergunta-lhe:
— Então, como se sentiu?
— Oh, eu quase morri de falta de ar — disse ofegante o discípulo.
Então o mestre retrucou:
— Quando você tiver essa mesma sensação
intensa por Deus, não precisará
mais esperar muito pela visão dele.
Bem vindo ao mundo de uma simples jornalista que resolveu reagir ao caos. Aos que cansaram de gastar tempo com trivialidades e entenderam que a vida é um grande presente de Deus para nos aperfeiçoarmos. Aos que perceberam que só chegaremos perto da verdadeira realidade quando formos humildes suficiente para começarmos, sinceramente, a percorrer os degraus da luz - seja por meio do intelecto ou do coração.
“A verdade é para quem a procura sinceramente, não para quem tem apenas curiosidade ociosa. É fácil acreditar quando se vê: dispensa a busca e o esforço. Descobrem a verdade além dos sentidos os que a merecem por terem vencido o seu natural ceticismo materialista.”
Mahavatar Babají
quarta-feira, 9 de abril de 2014
domingo, 9 de março de 2014
Canção do Sannyasi
Faze vibrar o canto! A onde que nasceu
Lá longe, onde mácula alguma do mundo jamais chegou,
Nas cavernas das montanhas e nas clareiras das frondosas selvas,
Cuja calma nenhuma ânsia de luxúria, fama ou fortuna
Atreveu-se jamais a turvar, lá onde fluía a torrente
De sabedoria, verdade, e a bem-aventurança que as acompanha,
Canta alto este mantra – intrépido Sannyasin! – dize:
“Om tat sat, Om”
Rompe teus grilhões! Laços que te atam
De ouro reluzente ou de metal ordinário,
Amor, ódio; bem, mal; e todas as demais dualidades.
Sabe: escravo é escravo acariciado ou açoitado, nunca liberto.
Pois algemas, embora de ouro, nem por isso
Menos forte são ao encadear.
Então fora com ela – valoroso Sannyasin ! – fala:
“Om tat sat, Om”
Dissipa a obscuridade ! Fogo fátuo que agrega,
Com luz tremeluzente, mais sombra sobre sombra.
Extingue para sempre esta sede de vida que arrasta
A alma, de morte e nascimento, de nascimento a morte.
Conquista tudo, aquele que consquista a si mesmo. Sabe isto não te rendas
Jamais – bravo Sannyasin ! – clama:
“Om tat sat, Om”
“Quem semeia colhe” – dizem – e a causa trará
O inevitável efeito: o bem, bem; o mal, mal, e ninguém
À lei escapa. Pois qualquer que tome uma forma
Tem que aceitar os grilhões. Absolutamente certo ! Contudo, mais além
De nome e forma está o Atman, sempre livre.
Sabe que tu és Aquele – pertinaz Sannyasin – louva:
“Om tat sat, Om”
Ignoram a verdade aqueles que sonham sonhos tão frívolos
Como pai, mãe, filhos, esposa e amigo.
O Eu Supremo assexuado, de quem é pai, de quem é filho?
De quem amigo, de quem inimigo é Ele, que não é senão o Uno?
O Eu Supremo é o todo em tudo, ninguém mais existe.
E tu és Aquele – valente Sannyasin ! – afirma:
“Om tat sat, Om”
Só existe Um: o Liberto, o Conhecedor, o Eu Supremo !
Sem nome, forma ou nódoa.
Nele está Maya, sonhando todo este sonho.
Ele, a testemunha, manifesta-se como natureza e espírito
Sabe que tu és Aquele – denodado Sannyasin ! – exclama:
“Om tat sat, Om”
Onde buscas? Aquela liberdade, amigo, nem este mundo
Nem o outro te podem dar. Vã é tua procura
Em livros e templos. É só tua mão que agarra
A corda que te arrasta. Cessa, portanto, teu lamento,
Solta a amarra – indômito Sannyasin ! – exalta:
“Om tat sat, Om”
Dize: Paz a todos ! De mim não haja risco
Para qualquer ser vivo. Nos que habitam as alturas e
Naqueles que rastejam pelo chão, eu sou o Eu Supremo!
Renuncio a toda vida aqui e além,
A todos os céus, terras e infernos, a todas esperanças e temores.
Corta assim todos os teus laços – arrojado Sannyasin! – brada:
“Om tat sat, Om”
Não te importes mais como este corpo vive ou morre.
Tua tarefa está feita. Deixa que karma te conduza em sua corrente.
Que alguém te ponhas guirlandas e outro te maltrate
Esta carcaça – nada digas! Não pode haver elogio ou vitupério
Onde o que elogia e o elogiado, o caluniador e o caluniado são Um.
Sê, assim tranquilo – destemido Sannyasin! – celebra:
“Om tat sat, Om”
A verdade nunca medra onde habitam luxúria, fama
E cobiça de lucro. Nenhum homem que pensa em mulher
Como esposa pode ser perfeito.
Tampouco aquele que possui o mais ínfimo bem; nem
Aquele ao qual a ira subjuga pode trespassar as portas de Maya.
Portanto, abandona tudo isso – ousado Sannyasin! – glorifica:
“Om tat sat, Om”
Não tenhas casa. Que lar pode te conter, amigo?
O céu é teu teto, a relva teu leito e, alimento,
Aquele que o acaso te traga – bem ou mal cozido – não o julgues.
Comida ou bebida alguma corrompem aquele nobre Eu Supremo
Que se conhece a Si Mesmo. Tal como um rio impetuoso e livre,
Sê sempre tu mesmo – corajoso Sannyasin! – exprima:
“Om tat sat, Om”
Raros são os que conhecem a Verdade. Os demais te odiarão
E rir-se-ão de ti – Ó Grande! – mas não lhes faças caso.
Vai – Ó Livre – de lugar em lugar e ajuda-os
A sair da obscuridade do véu de Maya.
Sem temer a dor e sem buscar prazer,
Transcende a ambos – estóico Sannyasin! – recita:
“Om tat sat, Om”
Assim, dia após dia, até que exaurido o poder de karma,
Libera tua alma para sempre. Não mais nascimento!
Nem eu, nem tu, nem deus, nem homem! O “Eu” tornou-se o Todo,
O Todo é o “Eu”, é Beatitude, Bem-aventurança.
Sabe que tu és Aquele – audaz Sannyasin! – canta:
“Om tat sat, Om”
Swami VivekanandaLá longe, onde mácula alguma do mundo jamais chegou,
Nas cavernas das montanhas e nas clareiras das frondosas selvas,
Cuja calma nenhuma ânsia de luxúria, fama ou fortuna
Atreveu-se jamais a turvar, lá onde fluía a torrente
De sabedoria, verdade, e a bem-aventurança que as acompanha,
Canta alto este mantra – intrépido Sannyasin! – dize:
“Om tat sat, Om”
Rompe teus grilhões! Laços que te atam
De ouro reluzente ou de metal ordinário,
Amor, ódio; bem, mal; e todas as demais dualidades.
Sabe: escravo é escravo acariciado ou açoitado, nunca liberto.
Pois algemas, embora de ouro, nem por isso
Menos forte são ao encadear.
Então fora com ela – valoroso Sannyasin ! – fala:
“Om tat sat, Om”
Dissipa a obscuridade ! Fogo fátuo que agrega,
Com luz tremeluzente, mais sombra sobre sombra.
Extingue para sempre esta sede de vida que arrasta
A alma, de morte e nascimento, de nascimento a morte.
Conquista tudo, aquele que consquista a si mesmo. Sabe isto não te rendas
Jamais – bravo Sannyasin ! – clama:
“Om tat sat, Om”
“Quem semeia colhe” – dizem – e a causa trará
O inevitável efeito: o bem, bem; o mal, mal, e ninguém
À lei escapa. Pois qualquer que tome uma forma
Tem que aceitar os grilhões. Absolutamente certo ! Contudo, mais além
De nome e forma está o Atman, sempre livre.
Sabe que tu és Aquele – pertinaz Sannyasin – louva:
“Om tat sat, Om”
Ignoram a verdade aqueles que sonham sonhos tão frívolos
Como pai, mãe, filhos, esposa e amigo.
O Eu Supremo assexuado, de quem é pai, de quem é filho?
De quem amigo, de quem inimigo é Ele, que não é senão o Uno?
O Eu Supremo é o todo em tudo, ninguém mais existe.
E tu és Aquele – valente Sannyasin ! – afirma:
“Om tat sat, Om”
Só existe Um: o Liberto, o Conhecedor, o Eu Supremo !
Sem nome, forma ou nódoa.
Nele está Maya, sonhando todo este sonho.
Ele, a testemunha, manifesta-se como natureza e espírito
Sabe que tu és Aquele – denodado Sannyasin ! – exclama:
“Om tat sat, Om”
Onde buscas? Aquela liberdade, amigo, nem este mundo
Nem o outro te podem dar. Vã é tua procura
Em livros e templos. É só tua mão que agarra
A corda que te arrasta. Cessa, portanto, teu lamento,
Solta a amarra – indômito Sannyasin ! – exalta:
“Om tat sat, Om”
Dize: Paz a todos ! De mim não haja risco
Para qualquer ser vivo. Nos que habitam as alturas e
Naqueles que rastejam pelo chão, eu sou o Eu Supremo!
Renuncio a toda vida aqui e além,
A todos os céus, terras e infernos, a todas esperanças e temores.
Corta assim todos os teus laços – arrojado Sannyasin! – brada:
“Om tat sat, Om”
Não te importes mais como este corpo vive ou morre.
Tua tarefa está feita. Deixa que karma te conduza em sua corrente.
Que alguém te ponhas guirlandas e outro te maltrate
Esta carcaça – nada digas! Não pode haver elogio ou vitupério
Onde o que elogia e o elogiado, o caluniador e o caluniado são Um.
Sê, assim tranquilo – destemido Sannyasin! – celebra:
“Om tat sat, Om”
A verdade nunca medra onde habitam luxúria, fama
E cobiça de lucro. Nenhum homem que pensa em mulher
Como esposa pode ser perfeito.
Tampouco aquele que possui o mais ínfimo bem; nem
Aquele ao qual a ira subjuga pode trespassar as portas de Maya.
Portanto, abandona tudo isso – ousado Sannyasin! – glorifica:
“Om tat sat, Om”
Não tenhas casa. Que lar pode te conter, amigo?
O céu é teu teto, a relva teu leito e, alimento,
Aquele que o acaso te traga – bem ou mal cozido – não o julgues.
Comida ou bebida alguma corrompem aquele nobre Eu Supremo
Que se conhece a Si Mesmo. Tal como um rio impetuoso e livre,
Sê sempre tu mesmo – corajoso Sannyasin! – exprima:
“Om tat sat, Om”
Raros são os que conhecem a Verdade. Os demais te odiarão
E rir-se-ão de ti – Ó Grande! – mas não lhes faças caso.
Vai – Ó Livre – de lugar em lugar e ajuda-os
A sair da obscuridade do véu de Maya.
Sem temer a dor e sem buscar prazer,
Transcende a ambos – estóico Sannyasin! – recita:
“Om tat sat, Om”
Assim, dia após dia, até que exaurido o poder de karma,
Libera tua alma para sempre. Não mais nascimento!
Nem eu, nem tu, nem deus, nem homem! O “Eu” tornou-se o Todo,
O Todo é o “Eu”, é Beatitude, Bem-aventurança.
Sabe que tu és Aquele – audaz Sannyasin! – canta:
“Om tat sat, Om”
quarta-feira, 5 de março de 2014
As três peneiras de Sócrates
Na Grécia antiga, Sócrates (469 - 399 AC) era um mestre reconhecido por sua sabedoria. Certo dia, o grande filósofo se encontrou com um conhecido, que lhe disse:
- Sócrates, sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos?
- Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria que você passasse por um pequeno teste. Chama-se "Teste dos três filtros".
- Três filtros?
- Sim. - continuou Sócrates. - Antes de me contar o que quer que seja sobre meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vai me dizer.
O primeiro filtro é o da Verdade.
Você está completamente seguro de que o que vai me dizer é verdade?
- Bem, não... Acabo de saber neste mesmo instante...
- Então, você quer me contar sem saber se é verdade?
Vamos ao segundo filtro, que é o da Bondade.
Quer me contar algo de bom sobre meu aluno?
- Não, pelo contrário...
- Então, interrompeu Sócrates, quer me contar algo de ruim sobre ele que não sabe se é verdade? Bem, você pode ainda passar no teste, pois ainda resta o terceiro filtro, o da Utilidade. O que quer me contar vai ser útil para mim?
- Acho que não muito...
- Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser
verdade, pode não ser bom e pode não ser útil, para que contar?
Se o que você irá contar realmente passou pela terceira peneira, então, poderá passar adiante.
KOKIA CHOUWA OTO - WITH REFLECTION
Amo esta música. É da animação japonesa "Origem: espíritos do passado
Tradução da música:
No silêncio uma única gota
Gera uma onda que está varrendo o fundo do poço de água.
O vento do inverno agita a floresta em meu coração,
O que se pode viver com ela permanece como está.
Todos os que ouvem a voz silenciosa na floresta ter chorado ao ouvir o som.
Os sons nesta floresta são contínuos e em silêncio.
Meu coração fica paz barulhento.
Um som nasceu, carregado, carregado
E afunda os sons do mar, afundando, afundando.
Um som nasceu, carregado, carregado
E misturado com os sons do oceano, mistura, mistura.
Os sons nesta floresta são contínuos e em silêncio.
Meu coração fica paz barulhento.
Os sons nesta floresta são contínuos e em silêncio.
Meu coração fica paz barulhento.
Os sons nesta floresta são contínuos e em silêncio.
Meu coração fica paz barulhento.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
A experiência da autotransformação
O homem vive pensando e explorando o conhecimento e as
ideias. Conhece cada vez mais o mundo que o envolve, mas pouco pensa sobre seu
próprio ser, sobre
a riquíssima
construção de pensamentos que explode num espetáculo extraordinário em cada
segundo da existência. O ritmo das nossas vidas é tão agitado que a
última
coisa que pensamos é quem
realmente somos. Pré-elaboramos
um plano de vida, que tem inicio, meio e fim. Sem questionar, ligamos o “botão automático” e seguimos em
frente sem buscar um significado
profundo para nossas vidas.
Ao me dar conta que faltava um propósito em minha
jornada aqui na terra, tomei a decisão de buscar um sentido e transformar tudo
que não estava bom e não
me agradava – e isso incluía eu mesma. Tive que ter coragem, confesso,
mas valeu a pena! Estava disposta a ter um significado real para minha existência.
Comecei me fazendo perguntas: Quem sou eu realmente? O que estou fazendo aqui?
Para onde vou? Mais do que ter significado eu desejava ser livre, pois mesmo
tendo “liberdade” de ir vir, eu
vivia em função do próximo
evento, preenchendo minha agenda de acordo com a sugestão do “o outro”.
Alguns
meses depois de tanto me questionar, recebi um convite para participar de um
retiro espiritual, do grupo Universo Místico, uma associação
civil religiosa que tem por objetivo despertar a espiritualidade em seus associados e visitantes. Aceitei na
hora. Afinal, eu queria respostas, então fui sem medo. Foi a experiência
mais amorosa, especial, gratificante, memorável e sublime de minha vida. De sexta-feira à domingo,
mergulhei para dentro de mim mesma. Encontrei minha verdadeira essência e
meu real ser através das práticas
como yoga, meditação,
dinâmicas e cerimônias xamânicas com medicinas
da floresta. Todas as minhas perguntas foram respondidas. A clareza, o
afloramento da intuição,
a diminuição da ansiedade, o contato real com o Divino, o
despertar da consciência, a luz e o amor, ascenderam dentro de mim. Literalmente uma lâmpada brilhou: Minha luz interior! Depois de tanta confusão mental, eu finalmente encontrei a
verdade. Encontrei Deus.
Enxergar
esta luz foi tão gratificante, que nunca mais enxerguei a vida com o
mesmo olhar. Ao me dar conta de quem eu era, tive coragem para encarar meus
medos e escutar com sinceridade o que estava acontecendo dentro de mim. Percebi
que esta luz brilha em cada ser humano e que todos fazemos parte de uma só teia multidimensional de amor. Somos a irmandade dos seres da vida, cada
um manifestado através de sua
individualidade e em corpos diferentes. Somos iguais em pureza, beleza,
grandeza de espirito e amor. Somos todos UM.
Virtudes e palavras como
gratidão, humildade, generosidade, clareza, simplicidade, paz, compreensão,
entendimento e paciência, começaram então, a fazer parte de minha vida.
Saí da
sombra para viver na luz. A luz por hora adormecida pelos meus impulsos egocêntricos
que me levaram a errar e a me iludir. Ao encontrar DEUS, o DEUS que habita em cada um de nós, visualizei a grandeza de estar viva. O
caminho espiritual torna qualquer esforço ou renúncia
possível. Ele revela a verdadeira realidade. Aquela realidade que
nos acompanhará após
deixarmos nossa existência física. Cada
um tem um caminho e o mais importante é seguirmos nosso coração e nos conhecermos. Pois
quando nos conhecemos, então, conhecemos o amoroso Criador e nos reintegramos à Ele.
E Deus,
com gigantesca humildade, poder e bondade, nos revela que não somos o nosso
ego, nem mesmo a nossa mente. O ego foi criado apenas com a intenção de nos
proteger, mas como vivemos em uma sociedade onde ele é glorificado diariamente através dos meios de comunicação e do sistema consumista, nós passamos a não saber quem realmente
somos e entendemos que somos ele próprio. Ele quer atenção continuamente. Mas
quando percebemos que isso é falso, começamos a tocar a verdade. O
véu que nos cega simplesmente se vai. Se esvai. Se
retrai.
Nós somos seres infinitos que
nascemos para expressar a luz divina em cada ato de nossa vida. Todos temos o
amor natural em nosso coração. Temos que apenas deixá-lo fluir. Se entregar. Então, a felicidade e a
prosperidade batem a sua porta com toda força. Afinal, encaixamos
harmoniosamente cada detalhe de nossa vida e tudo que fazemos, entregue ao
momento presente, é alegria. Tudo é alegria! Todos nós podemos. Basta a gente
acreditar, ter fé e confiar. Eu fui transformada.
Sigo até hoje, agora como associada,
participando das atividades do Universo Místico. E só tenho a agradecer aos dirigentes, Luis Pereira e Sonia
Souza, que entregam suas vidas servindo com amor para ajudar outros seres a
despertarem. Que cada um tenha força para buscar a sua
verdade, para olhar para dentro de si e se transformar. A paz e o amor estão dentro de nós. Que possamos encarar a vida com leveza, aceitando e
entendendo o lugar do outro, dispostos sempre a perdoar, pois, no fim, todos
voltaremos novamente para o grande oceano amoroso da vida onde fomos gerados. Namastê _/\_
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Por que a beleza importa
Este vídeo é para quem aprecia arte de verdade. Esta que nos faz encher os olhos de lágrimas, preenchendo o coração de alegria, nos inspirando a pensar além da nossa mesquinhez, expressando e irradiando luz, muita luz.
Neste vídeo, de uma forma brilhante, instigante e muito elucidativa, o Professor Roger Scruton demonstra como a partir do século XX, perdendo o senso ético e estético de Beleza, a humanidade afundou-se ainda mais no que ele chama, com inteira razão, de deserto espiritual. Tal deserto, indubitavelmente, é um dos frutos do ideal, soberbo e falacioso, da modernidade iluminista que assentiu que “o homem é a medida de todas as coisas“. Hoje, já na pós-modernidade da humanidade, já não há mais senso ético e estético de Verdade, de Bondade ou, como bem explica Dr. Scruton, de Beleza. As consequências disso? A expressão da feiura da alma.
Nos faz refletir. Vale a pena assistir!
Para mim, se a arte só faz sentido para o autor, não é arte. Ela tem que envolver as pessoas, fazer com que elas sintam a embriaguez da beleza, da sabedoria, do amor, da vida e da verdade.
Por que a Beleza Importa - documentário dirigido pelo filósofo inglês Roger Scruton – um dos mais importantes intelectuais conservadores da Europa – e veiculado pela BBC em 28/11/2009.
Neste vídeo, de uma forma brilhante, instigante e muito elucidativa, o Professor Roger Scruton demonstra como a partir do século XX, perdendo o senso ético e estético de Beleza, a humanidade afundou-se ainda mais no que ele chama, com inteira razão, de deserto espiritual. Tal deserto, indubitavelmente, é um dos frutos do ideal, soberbo e falacioso, da modernidade iluminista que assentiu que “o homem é a medida de todas as coisas“. Hoje, já na pós-modernidade da humanidade, já não há mais senso ético e estético de Verdade, de Bondade ou, como bem explica Dr. Scruton, de Beleza. As consequências disso? A expressão da feiura da alma.
Nos faz refletir. Vale a pena assistir!
Para mim, se a arte só faz sentido para o autor, não é arte. Ela tem que envolver as pessoas, fazer com que elas sintam a embriaguez da beleza, da sabedoria, do amor, da vida e da verdade.
Por que a Beleza Importa - documentário dirigido pelo filósofo inglês Roger Scruton – um dos mais importantes intelectuais conservadores da Europa – e veiculado pela BBC em 28/11/2009.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
A beleza de ser mulher!
Há mulheres que preferem e sentem-se felizes competindo com os homens, sendo elas solteiras, casadas, homossexuais, ou não. Acho que possuem todo direito e precisam ser respeitadas. Por outro lado, também existem mulheres que preferem e sentem-se satisfeitas e felizes em serem as parceiras que apoiam o "teto" do casamento, então a escolha destas mulheres deve ser respeitada também. Isso não quer dizer que a mulher que respeita o casamento e prefere estar casada não vá trabalhar e ter seus direitos.
Há mulheres que não aceitam o fato de que mulheres e homens são diferentes e resolveram ser feministas. Respeito! Cada um sabe o que é melhor para si. Eu particularmente, estou amando conhecer a mulher que habita dentro de mim... Perceber a delicadeza inata e o prazer em amar, servir e cuidar. Como é maravilhoso ser mulher! E com certeza não é o fato de eu usar saia, usar salto alto e batom que define isso. Este estereótipo de "mulher perfeita" não esta nem perto de definir a verdadeira mulher. É algo muito mais profundo. Acho que a verdadeira mulher, se ama verdadeiramente, pois se conhece. Tem prazer em cozinhar (não só para o marido, mas para todos que ama), respeita o companheiro, sabe sujeitar-se a opinião dos outros (principalmente do seu companheiro), pois aprendeu o significado da palavra humildade, reconhece que erra sim e compreende o poder de gerar um vida dentro de si. Isto é ser mulher! Aliás, Mulher, com M maiúsculo mesmo.
E isso em hipótese alguma nos transforma em tapete. A submissão, ao meu ver, é saber que cada um tem um papel. Para mim, melhor do que receber amor, é poder dá-lo em abundância para alguém que amo e admiro. Somos todos iguais, sim, mas existem diferenças entre homens e mulheres. Negar isso, é negar nossa verdadeira essência.
Há mulheres que não conseguem se "submeter" ao companheiro e a ninguém que cruze seu caminho. Seus impulsos egocêntricos estão tão enraizados, que acreditam, ser elas mesmas, todos os seus desejos, vontades e o orgulho em negar sua essência e a beleza feminina.
Preferem estar sempre certas e no controle. No fim das contas, se tornam, em sua grande maioria, pessoas infelizes, confusas, inseguras e um tanto quanto perdidas nas garras da ilusão cósmica que é viver. Buscam respostas "exteriormente" e aí, se perdem.
O mestre Yogananda diz que toda mulher deveria ser um instrumento do amor da Mãe Divina, sentindo o mesmo amor pelo mundo inteiro. Ao inspirar os homens por meio de semelhante amor, a mulher oferece a maior bênção que possui e os inspira a serem melhores.
Perceba sua natureza transitória...
Desperte teu Sol Interno...
...e Siga a natureza silenciosa de teu coração.
Podemos morrer hoje ou daqui há 10 anos. Temos um propósito e com certeza não é competir.
Aparecemos hoje, aqui na terra, com um corpo terreno. Uns possuem corpo masculino, outros femininos. Existe um motivo.
Aparecemos hoje, aqui na terra, com um corpo terreno. Uns possuem corpo masculino, outros femininos. Existe um motivo.
Fique em silêncio e
escute!
Desperte para dentro de ti e veja os olhos de tua alma. Dentro do teu interior reside a luz, o amor e a verdade!
NAMASTÊ! _/\_
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